sexta-feira, 1 de abril de 2011

Ø MERCADO

Um estudo feito pela Crowe Horwath RCS apontou um crescimento nítido do mercado brasileiro de clubes de futebol. Segundo ele, em 2009, a receita recorde do setor atingiu cerca de R$ 1,9 bilhão, o que significa uma evolução aproximadamente 12% maior em relação a 2008 e 140% se comparada com 2003 – ano em que os clubras brasileiros chegaram a produzir aproximadamente R$ 805 milhões em recursos.

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Ainda de acordo com a pesquisa da Crowe Horwath RCS, chegou-se a conclusão de que o mercado, em 2010, pode vir a superar R$ 2,1 bilhões, e a perspectiva é de que em 2014 os clubes venham a movimentar mais de R$ 3 bilhões em recursos gerados. Caso as expectativas sejam alcançadas, esse crescimento resultará em uma evolução de cerca de 276% em 7 anos. E até 2016 a expectativa é que o mercado supere os R$ 3,3 bilhões em receitas geradas, implicando em grandes movimentações e oportunidades no setor.

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Analisando estatísticas anteriores, constatamos que nos anos compreendidos entre 2003 e 2009 houve um aumento significativo de diversas fontes de receitas dos clubes brasileiros, o que prova que o mercado evoluiu muito nesse período. Sendo que o principal motivo para essa evolução, segundo dados da Crowe Horwath RCS, foi o acréscimo dos recursos produzidos a partir das principais receitas dos clubes – excluídas as transferências de atletas – expressas no gráfico abaixo.

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Em 2009, a contribuição das transferências de jogadores realizadas sobre o total gerado foi de 19%, o que expressa uma diminuição de 49% se comparada com 2007. Já as cotas de TV (valor pago aos clubes referentes às transmissões) apresentaram uma melhora de 22% no mesmo período, e chegou a representar 28% do volume gerado.

Os recursos gerados a partir do clube social e esporte amador apresentaram aumento de 27% nos últimos três anos e chegaram a representar cerca de 14% dos recursos gerados pelos clubes brasileiros.

No entanto, apesar da evolução de todas as fontes de receitas, a que mais obteve crescimento foi a bilheteria, que, em 2003, representou 7% das receitas e chegou a 13% do total em 2009. Vale destacar que o aumento dos recursos com bilheteria teve um crescimento de 63% nos últimos três anos, ratificando assim sua importância na contribuição de renda para os clubes.

Em números, segundo exposição da Crowe Horwath RCS, temos que, em 2009, os recursos gerados com bilheteria chegaram a R$ 250 milhões, evolução de 342% se comparado a 2003. A partir daí, podemos concluir que se o mercado apresentar um ritmo de crescimento que seja condizente com, pelo menos, metade do crescimento registrado nos últimos sete anos, em 2014 as receitas com bilheteria ultrapassarão R$ 430 milhões em recursos produzidos.

· Clubes Com Maiores Receitas

Ao analisar dados da pesquisa realizada pela Crowe Horwath RCS percebemos quão afetado é o mercado brasileiro de clubes de futebol devido à atuação financeira dos clubes com as maiores receitas. Esses clubes conseguem ampliar seus lucros a cada ano numa velocidade superior aos demais e, justamente por isso, são vistos como os impulsionadores do mercado.

Basta observar os maiores clubes em receitas do Brasil nos últimos três anos e verificar quantos deles apresentaram receitas superior a R$ 100 milhões por ano – o que confirma o crescimento do mercado brasileiro nesse período.

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· Botafogo

No cenário atual, o Botafogo está com resultados satisfatórios devido aos planos para o Engenhão.

Apesar de sua receita não ser uma das melhores, como mostrado no quadro acima, o clube possui um setor de marketing bem estruturado que planeja fazer com que o Engenhão comece a lucrar, aproveitando o fechamento do Maracanã.

Através de acordos comerciais e publicitários, o Engenhão sobrevive de sua própria renda, sem gerar nenhum tipo de prejuízo ou despesa ao clube. O objetivo agora é fazer com que o estádio não fique aberto apenas nos dias dos jogos, levando assim novas empresas a aproveitarem o espaço, utilizando-o para eventos, como shows, por exemplo, ao longo do ano de 2011. Além disso, o Botafogo ainda pensa em fazer com que o estádio se torne um ponto de visitação de turistas.

A intenção é transformar o estádio para que este se torne rentável, possibilitando o aumento de sua receita. A partir daí, podemos considerar uma grande oportunidade para desenvolver uma política de sustentabilidade, aumentando assim a credibilidade e visibilidade do clube em ações que atualmente são tão valorizadas.

· Mercado De Sustentabilidade No Brasil

Segundo dados de um estudo realizado pela Roland Berger Strategy Consultants, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha, a representação do mercado sustentável brasileiro é de 0,8% do mercado mundial e tem expectativa de crescimento de 5 a 7% ao ano até 2020. De acordo com a mesma consultoria, esse percentual de crescimento está próximo ao esperado quando se compara com o mercado mundial, o qual está estimado em torno de 6,5% ao ano até 2020.

Entretanto, apesar de todos os dados favoráveis, foi revelado que atualmente as empresas brasileiras investem menos de 1% de seu faturamento em tecnologias sustentáveis.

Em números absolutos, o Brasil, em 2007, de acordo com o estudo, investiu em meio ambiente (gestão de resíduos sólidos, água e saneamento e poluição atmosférica) aproximadamente US$ 5,2 bilhões, ao passo que os investimentos em energias renováveis somaram cerca de US$ 6,7 bilhões.

Nos últimos anos muito se falou em sustentabilidade e preocupação ambiental, fazendo com que o assunto ganhasse extrema importância nos últimos anos. No entanto, apesar de muito se falar, o Brasil ainda enfrenta grandes dificuldades nesse âmbito: a pesquisa apontou que o índice de reciclagem é de apenas 12% (enquanto que na Alemanha é de 57%), apenas 39% das cidades possuem locais adequados para despejo de resíduos sólidos e, além disso, o saneamento básico está disponível em apenas 51% dos domicílios. “O Brasil ocupa a 62ª posição entre os países com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo um ranking publicado hoje no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.” (fonte: Índice de Sustentabilidade Ambiental 2010, elaborado por uma equipe de especialistas das universidades americanas de Yale e Columbia)

A possibilidade do crescimento do mercado sustentável é inegável, visto que o Brasil ainda tem muito que melhorar (vale ressaltar que ele aparece bem colocado, em primeiro lugar, apenas na reciclagem de latinhas de alumínio). E, para alavancar a questão e motivar o desenvolvimento de iniciativas nessa área, um estudo realizado pela consultoria espanhola Management & Excellence afirma que “projetos socioambientais aumentam em até 4% o valor de mercado das empresas”.

Essa conclusão foi tirada a partir da análise dos resultados de uma metodologia que “cruza números de capitalização de mercado de empresas listadas no DJSI (Dow Jones Sustainability Index World) e no MSCI, índice que reúne as Bolsas da região Ásia-Pacífico, exceto Japão”, como informado pela própria consultoria.

De acordo com o presidente da M&E, "o estudo apontou um desempenho superior das empresas mais bem-sucedidas nesses itens".

A consultoria ainda analisou os resultados práticos de projetos sustentáveis e observou que o fluxo de caixa livre (refere-se ao montante financeiro que estará disponível para investimentos em ativos fixos e necessidades de capital de giro) das empresas consideradas era superior ao de suas concorrentes e que sua eficiência interna também era maior.

A referida pesquisa ainda apresentou o resultado em números. Segundo a M&E, os investimentos dessas empresas “em treinamentos online para funcionários, por exemplo, renderam até 1.800% em um ano”. Demonstrando assim alguns dos benefícios trazidos pelo investimento em ações sustentáveis, que não devem ser apenas restritas ao meio ambiente, mas podem também ser expandidas para ações sociais, dentro e fora das empresas.

No Brasil, um bom exemplo do resultado da aplicação desse método foi o Bradesco. Segundo a consultoria, a empresa chegou a investir cerca de R$ 380,6 milhões em projetos do setor no ano passado. E, segundo Angelica Blanco, diretora da M&E, “o valor de mercado do banco foi acrescido em R$ 3,91 bilhões (3,8% do valor de mercado, com base nos números de 2009), devido aos resultados de projetos ligados a sustentabilidade”.

domingo, 9 de novembro de 2008


domingo, 12 de outubro de 2008

Belle & Sebastian

É incrível como quase ninguém conhece essa banda escocesa de indie pop. Eu, particularmente, gosto demasiadamente deles.
Sou fã confessa. Sempre que começa o assunto musical eu solto a pergunta: 
- Ei, você conhece Belle & Sebastian? 
- Belle e quem???
Pois é. A resposta, em 99,9% das vezes, é exatamente essa. "Quem?". Nunca entendem o segundo nome da banda. Acho que quando se fala rapidamente é complicado mesmo entender, ou minha pronúncia é ruim - o que duvido, mas não descarto.
Então, vamos às apresentações para quem os desconhecem. Belle & Sebastian, como eu já disse, é uma banda escocesa, formada por sete jovens: Stuart Murdoch, Stevie Jackson, Chris Geddes, Richard Colbum, Sarah Martin,  Bobby Kildea e Mick Cooke.
B&S possui influência do pop dos anos 60, do indie pop e do folk, originalmente. Porém, no seu último albúm - The Life Pursuit -, os sete integrantes da banda resolveram dar uma passada pelo soul, glam rock e soft rok setentista, o que gerou muitas discussões entre os fãs: uns gostaram, outros questionam a postura - na minha opinião, essa injeção de novos estilos deu um gás a mais na banda.
Entendo, em certo ponto, o motivo de muita gente não conhecê-los. Eles sempre foram um estilo de banda diferente, não gostavam de dar entrevistas ou se apresentar ao vivo. No entanto, essa tendência não durou muito devido a grande procura por eles.
Pode-se dizer que agora os sete do Belle & Sebastian sentem-se mais à vontade. A guinada que o último cd deu na carreira do B&S é indiscutível e não se pode se esconder por muito tempo com toda essa projeção. Vale a pena conferir!

- E você, caro leitor, conhece o Belle & Sebastian?

sábado, 4 de outubro de 2008

Você não aguenta o meu Rock n' Roll (Parte II)

Depois de falar sobre um dos possíveis pais do rock em outra postagem, que tal falarmos sobre o rei desse estilo nesta segunda parte? Enfim, Elvis Presley.

Confesso que escrevo sobre ele com certo atraso - já deveria tê-lo feito há tempos -, mas nunca é tarde para se redimir. O grande problema que encontro ao escrever esse texto é sobre o que falar. Não, caro leitor, não estou dizendo que não sei o que dizer sobre o rei. O meu problema se transcende a isso, concentra-se em uma única questão: o que falar sem ser, no mínimo, repetitiva?

Pois bem, devido a isso - e somente a isso -, não me vou demorar em longos parágrafos cheios de detalhes e fatos que a maioria dos amantes do rock já estão carecas de saber.

A única coisa que tenho a dizer é que quem o conhece, seja de qualquer geração, dificilmente consegue esquecê-lo. Seja pelo seu talento e carisma seja por sua discografia e filmes. A verdade é que quando Elvis toca o corpo ganha movimento próprio, espontâneo, desinibido.

Não digo que ele foi o maior músico de todos os tempos, como muitos fazem, simplesmente porque não acho que foi. Muita gente boa andou por aí, um exemplo? Mr. Sinatra, Charlie Parker, Stevie Ray e por aí vai . Mas isso não vem ao caso, deixemos Frank e outros grandes de lado, pelo menos nesta postagem.

Elvis foi, - isso sim - sem dúvida, um ícone do rock mundial. Sua voz poderosíssima, que alcancava notas dificílimas, e sua extravagante performace nos palcos, com danças que viraram sua maior característica, ainda fazem do Sr. Presley um dos artistas mais escutados nas paradas mundiais.

Fiquemos por aqui, então, caro leitor. Creio que isso seja o necessário para definir, com palavras, um artista desse porte sem me tornar demasiadamente repetitiva. Mas, para quem quiser um pouco mais, vale conferir o blog da Karina.

A partir daqui, apenas fotos, que dizem muito mais do que se imagina, e o bom e velho rock'n'roll.












terça-feira, 30 de setembro de 2008

O Pensador Selvagem!

Caro leitor, acabo de sair de uma prova um tanto cansativa - apesar de relativamente fácil - e, ao entrar na internet, percebi que o blog anda bem abandonado. A regularidade das postagens acabou se perdendo com o tempo.
Entenda-me bem, querido, não me faltam palavras, muito menos assuntos para aqui postar. É o puro e simples esquecimento. Sempre lembro que tenho que atualizá-lo quando estou ocupada, porém, esqueço disso quando estou menos atarefada.

Anyway...

Esta postagem que agora faço é apenas para que eu me justifique quanto a essa falta e peça humildemente a sua desculpa, além de avisar que - como a maioria já sabe - estou escrevendo uma coluna no site O Pensador Selvagem!.

Obviamente a coluna é sobre dança, e se chama Allegro.


O site inteiro é bem interessante e diversificado. Vale a pena conferir. Para isso, clique aqui ou no link do OPS! que fica na coluna ao lado.


quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A língua pede socorro (ou pediria, se pudesse!)

Não sou a primeira, nem a última pessoa a falar sobre isso. O fato é que muita gente já percebeu que a tecnologia deixa as pessoas cada vez mais ignorantes em certos assuntos. Não, caro leitor, não acho que peguei pesado usando a palavra ignorante. Essa é, na verdade, a que mais se encaixa na história toda.
Você já viu como as pessoas escrevem no msn? É um verdadeiro show de horrores. Dignos dos filmes clássicos de terror. E sabe qual a desculpa que eu ouvi a pouco tempo? "msn eh p ser rapido, por ixo a gnt digita axim".
Falemos a verdade, caro leitor, boa escrita é fundamental em qualquer circunstância. Se uma pessoa escreve mal, imagina como será conversar pessoalmente com ela? Situação triste, não é?!
Uso essa tecnologia ême-esse-ênica e sou adepta dela - até porque é por ela que mantenho maior contato com quem está longe -, mas daí a escrever errado são outros quinhentos.
Sou preconceituosa, sim, nessa questão. Abreviar uma palavra ou outra, sem exageros, é claro, pode não ser tão irritante, mas ficar escrevendo "axim" é quase uma facada no coração.
Se uma pessoa quer se rápida no msn, procure uma aula de digitação, oras. Tenho prova de que é, sim, possível escrever correta e rapidamente até mesmo nesses bate-papos instantâneos.
Mas a pior parte fica por conta da adaptação da língua a essas situações. Quer uma prova? O trema. Pobrezinho. Diga-me, caro leitor, por que diabos o trema tem que cair nessa tal reforma ortográfica? Sinceramente, acho uma estupidez sem tamanho. Afinal, ele não está ali apenas para enfeitar. Se uma palavra possui o trema, mesmo que você não faça a mínima idéia do que ela significa, você saberá pronuncia-la corretamente. Mas, se esse povo que faz as reformas quer adaptar-se ainda mais a ignorância popular, não posso fazer muita coisa a não ser demonstrar minha revolta. Se você, a partir da data que vigorar de fato a reforma, vai comer linguiça e não lingüiça, o problema é seu.
Ainda acho o trema muito útil. Aliás, é tão importante quanto o acento diferencial, que é alvo, também, dessa reforma sem sentido. Quero só ver como vamos diferenciar pelo e pelo (complicado saber qual é substantivo e qual é preposição, não é?).
Acho que a população está influenciando demais na estrutura da língua. Esses recursos facilitadores da comunicação deixam a escrita cada vez mais deprimente. E toda essa idéia de adaptação da gramática para a população não passa de uma tolice acadêmica daqueles que, infelizmente, não têm, como deveriam, os sólidos conhecimentos gramaticais e lingüí­sticos necessários. Não é a gramática que se deve adaptar ao povo, e sim o contrário.
Lamentável!!!

domingo, 21 de setembro de 2008

São Paulo Companhia de Dança


No início deste ano, mais precisamente no dia 28 de Janeiro, o governo de São Paulo anunciou a formação da São Paulo Companhia de Dança (SPCD). Com uma verba anual de R$ 13 milhões, a nova companhia conta com recursos inéditos para a dança no Brasil.

Para se ter uma idéia do privilégio que tem a SPCD quando se fala em condições financeiras, vamos ver alguns números: o Grupo Corpo era, até então, o grupo que tinha a melhor situação, com verba aproximada de R$ 5 milhões e a companhia da Deborah Colker conta com aproximadamente R$ 1,8 milhões. Estes dois grupos eram, de longe, os de melhor situação financeira no Brasil.

A vantagem da SPCD é indiscutível. Essas condições criam uma situação privilegiada de trabalho, ao mesmo tempo em que aumentam significativamente a responsabilidade em cima da companhia. A pressão por bons resultados será inevitável. Afinal, recurso financeiro - que é o que a maioria das companhias precisam - a SPCD tem aos montes.

E para antender às expectativas, a SPCD conta com uma equipe fortíssima. Um exemplo? Tem como diretora artística Iracity Cardoso, que é um dos grandes nomes da dança no Brasil.

Além disso, a SPCD formou seu grupo de bailarinos a partir de audições realizadas em seis cidades: São Paulo, Belém, Recife, Brasília, Porto Alegre e Buenos Aires. Nelas, a SPCD exigiu técnica clássica apurada e foram contratados 36 bailarinos - 20 mulheres e 16 homens -, com faixa etária que varia entre 18 e 25 anos.

Um dos objetivos da companhia é tornar a dança e seu repertório mais acessível ao grande público. E, segundo o secretário de cultura de São Paulo, João Sayad, a SPCD, com todo o incentivo que tem, pode colocar a dança num lugar mais proeminente, dando o devido valor que esta arte merece.

Como bailarina e amante das artes, espero, sinceramente, que a dança consiga alcançar o lugar que merece com a SPCD.