Ø MERCADO
Um estudo feito pela Crowe Horwath RCS apontou um crescimento nítido do mercado brasileiro de clubes de futebol. Segundo ele, em 2009, a receita recorde do setor atingiu cerca de R$ 1,9 bilhão, o que significa uma evolução aproximadamente 12% maior em relação a 2008 e 140% se comparada com 2003 – ano em que os clubras brasileiros chegaram a produzir aproximadamente R$ 805 milhões em recursos.

Ainda de acordo com a pesquisa da Crowe Horwath RCS, chegou-se a conclusão de que o mercado, em 2010, pode vir a superar R$ 2,1 bilhões, e a perspectiva é de que em 2014 os clubes venham a movimentar mais de R$ 3 bilhões em recursos gerados. Caso as expectativas sejam alcançadas, esse crescimento resultará em uma evolução de cerca de 276% em 7 anos. E até 2016 a expectativa é que o mercado supere os R$ 3,3 bilhões em receitas geradas, implicando em grandes movimentações e oportunidades no setor.

Analisando estatísticas anteriores, constatamos que nos anos compreendidos entre 2003 e 2009 houve um aumento significativo de diversas fontes de receitas dos clubes brasileiros, o que prova que o mercado evoluiu muito nesse período. Sendo que o principal motivo para essa evolução, segundo dados da Crowe Horwath RCS, foi o acréscimo dos recursos produzidos a partir das principais receitas dos clubes – excluídas as transferências de atletas – expressas no gráfico abaixo.

Em
Os recursos gerados a partir do clube social e esporte amador apresentaram aumento de 27% nos últimos três anos e chegaram a representar cerca de 14% dos recursos gerados pelos clubes brasileiros.
No entanto, apesar da evolução de todas as fontes de receitas, a que mais obteve crescimento foi a bilheteria, que, em 2003, representou 7% das receitas e chegou a 13% do total em 2009. Vale destacar que o aumento dos recursos com bilheteria teve um crescimento de 63% nos últimos três anos, ratificando assim sua importância na contribuição de renda para os clubes.
Em números, segundo exposição da Crowe Horwath RCS, temos que, em 2009, os recursos gerados com bilheteria chegaram a R$ 250 milhões, evolução de 342% se comparado a 2003. A partir daí, podemos concluir que se o mercado apresentar um ritmo de crescimento que seja condizente com, pelo menos, metade do crescimento registrado nos últimos sete anos, em 2014 as receitas com bilheteria ultrapassarão R$ 430 milhões em recursos produzidos.
· Clubes Com Maiores Receitas
Ao analisar dados da pesquisa realizada pela Crowe Horwath RCS percebemos quão afetado é o mercado brasileiro de clubes de futebol devido à atuação financeira dos clubes com as maiores receitas. Esses clubes conseguem ampliar seus lucros a cada ano numa velocidade superior aos demais e, justamente por isso, são vistos como os impulsionadores do mercado.
Basta observar os maiores clubes em receitas do Brasil nos últimos três anos e verificar quantos deles apresentaram receitas superior a R$ 100 milhões por ano – o que confirma o crescimento do mercado brasileiro nesse período.


· Botafogo
No cenário atual, o Botafogo está com resultados satisfatórios devido aos planos para o Engenhão.
Apesar de sua receita não ser uma das melhores, como mostrado no quadro acima, o clube possui um setor de marketing bem estruturado que planeja fazer com que o Engenhão comece a lucrar, aproveitando o fechamento do Maracanã.
Através de acordos comerciais e publicitários, o Engenhão sobrevive de sua própria renda, sem gerar nenhum tipo de prejuízo ou despesa ao clube. O objetivo agora é fazer com que o estádio não fique aberto apenas nos dias dos jogos, levando assim novas empresas a aproveitarem o espaço, utilizando-o para eventos, como shows, por exemplo, ao longo do ano de 2011. Além disso, o Botafogo ainda pensa em fazer com que o estádio se torne um ponto de visitação de turistas.
A intenção é transformar o estádio para que este se torne rentável, possibilitando o aumento de sua receita. A partir daí, podemos considerar uma grande oportunidade para desenvolver uma política de sustentabilidade, aumentando assim a credibilidade e visibilidade do clube em ações que atualmente são tão valorizadas.
· Mercado De Sustentabilidade No Brasil
Segundo dados de um estudo realizado pela Roland Berger Strategy Consultants, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha, a representação do mercado sustentável brasileiro é de 0,8% do mercado mundial e tem expectativa de crescimento de
Entretanto, apesar de todos os dados favoráveis, foi revelado que atualmente as empresas brasileiras investem menos de 1% de seu faturamento em tecnologias sustentáveis.
Em números absolutos, o Brasil, em 2007, de acordo com o estudo, investiu em meio ambiente (gestão de resíduos sólidos, água e saneamento e poluição atmosférica) aproximadamente US$ 5,2 bilhões, ao passo que os investimentos em energias renováveis somaram cerca de US$ 6,7 bilhões.
Nos últimos anos muito se falou em sustentabilidade e preocupação ambiental, fazendo com que o assunto ganhasse extrema importância nos últimos anos. No entanto, apesar de muito se falar, o Brasil ainda enfrenta grandes dificuldades nesse âmbito: a pesquisa apontou que o índice de reciclagem é de apenas 12% (enquanto que na Alemanha é de 57%), apenas 39% das cidades possuem locais adequados para despejo de resíduos sólidos e, além disso, o saneamento básico está disponível em apenas 51% dos domicílios. “O Brasil ocupa a 62ª posição entre os países com melhor gestão no controle da poluição ambiental e nos recursos naturais, segundo um ranking publicado hoje no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.” (fonte: Índice de Sustentabilidade Ambiental 2010, elaborado por uma equipe de especialistas das universidades americanas de Yale e Columbia)
A possibilidade do crescimento do mercado sustentável é inegável, visto que o Brasil ainda tem muito que melhorar (vale ressaltar que ele aparece bem colocado, em primeiro lugar, apenas na reciclagem de latinhas de alumínio). E, para alavancar a questão e motivar o desenvolvimento de iniciativas nessa área, um estudo realizado pela consultoria espanhola Management & Excellence afirma que “projetos socioambientais aumentam em até 4% o valor de mercado das empresas”.
Essa conclusão foi tirada a partir da análise dos resultados de uma metodologia que “cruza números de capitalização de mercado de empresas listadas no DJSI (Dow Jones Sustainability Index World) e no MSCI, índice que reúne as Bolsas da região Ásia-Pacífico, exceto Japão”, como informado pela própria consultoria.
De acordo com o presidente da M&E, "o estudo apontou um desempenho superior das empresas mais bem-sucedidas nesses itens".
A consultoria ainda analisou os resultados práticos de projetos sustentáveis e observou que o fluxo de caixa livre (refere-se ao montante financeiro que estará disponível para investimentos em ativos fixos e necessidades de capital de giro) das empresas consideradas era superior ao de suas concorrentes e que sua eficiência interna também era maior.
A referida pesquisa ainda apresentou o resultado em números. Segundo a M&E, os investimentos dessas empresas “em treinamentos online para funcionários, por exemplo, renderam até 1.800% em um ano”. Demonstrando assim alguns dos benefícios trazidos pelo investimento em ações sustentáveis, que não devem ser apenas restritas ao meio ambiente, mas podem também ser expandidas para ações sociais, dentro e fora das empresas.
No Brasil, um bom exemplo do resultado da aplicação desse método foi o Bradesco. Segundo a consultoria, a empresa chegou a investir cerca de R$ 380,6 milhões em projetos do setor no ano passado. E, segundo Angelica Blanco, diretora da M&E, “o valor de mercado do banco foi acrescido em R$ 3,91 bilhões (3,8% do valor de mercado, com base nos números de 2009), devido aos resultados de projetos ligados a sustentabilidade”.















